A população de baleias-jubartes no Brasil cresceu significativamente, passando de menos de mil indivíduos em 1986 para entre 30 mil e 35 mil em 2026. Esse aumento impressionante despertou interesse no turismo de observação de baleias, especialmente no estado do Rio de Janeiro. Expedições são organizadas para permitir aos visitantes observar esses mamíferos em seu ambiente natural.
A migração das jubartes ocorre entre junho e novembro, quando elas deixam o Atlântico Sul e rumam para o Banco de Abrolhos, na Bahia, um importante local de reprodução. Nos últimos anos, pesquisadores identificaram comportamentos de reprodução nas águas do Rio de Janeiro, sugerindo uma possível nova área de reprodução.
Turismo e ciência
O turismo de observação de baleias tem crescido no Rio de Janeiro, impulsionado por parcerias entre operadores turísticos e ONGs ambientais. As expedições no mar incluem profissionais de biologia que asseguram a proteção das jubartes seguindo normas rigorosas, como manter uma distância mínima de 100 metros dos animais e limitar o tempo de observação.
Os pesquisadores a bordo também coletam dados sobre as baleias, o que ajuda na formulação de políticas de proteção mais eficazes. Este modelo de turismo sustentável evidencia como o lazer e a ciência podem colaborar na conservação das espécies marinhas.
O aumento da população de jubartes traz desafios, como o crescimento da atividade turística em áreas sensíveis. Regiões como o corredor de migração próximo às Ilhas Cagarras ficam mais movimentadas. Agravando o cenário, há a pesca, poluição e ruídos de navios comerciais que ameaçam as baleias.
O Brasil possui legislação para proteger as jubartes, mas a fiscalização é uma questão crítica. O cumprimento das normas de observação é vital para evitar estresse nos animais.












