São Paulo terá uma sequência de dias de calor acima do normal para o inverno a partir desta sexta-feira (14). A previsão de temperaturas elevadas até a próxima quarta-feira (19) levou a Defesa Civil a emitir alerta vermelho para municípios do Norte, Noroeste e Oeste paulista, regiões que devem concentrar as condições mais severas durante o período.
O fenômeno está associado à presença de uma massa de ar seco sobre o estado. Além de elevar os termômetros, esse sistema reduz a umidade da atmosfera e deixa a vegetação mais suscetível a incêndios. Nas áreas mais ao norte, os índices de umidade podem cair para menos de 30% nos horários de maior aquecimento.
A situação será especialmente intensa no interior. Em municípios das regiões de Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca e Ribeirão Preto, as temperaturas podem ficar até 7°C acima da média histórica de agosto, com possibilidade de máximas próximas dos 40°C.
Interior deve concentrar o calor mais intenso
O avanço do ar seco fará com que diferentes partes do estado sintam a elevação das temperaturas. Em Marília, Bauru, Araraquara, Itapeva, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos e na Região Metropolitana de São Paulo, as máximas podem superar em 3°C a 5°C os valores normalmente observados nesta época do ano.
Já em Registro, Baixada Santista e Litoral Norte, a diferença em relação à média deve chegar a 3°C.
Na capital, os efeitos também já começaram a aparecer. São Paulo registrou 29°C nesta quinta-feira (13), de acordo com o Inmet. Nos próximos dias, as temperaturas devem oscilar entre 15°C e 28°C, mas a previsão aponta possibilidade de 31°C na segunda-feira (17).
O CGE da Prefeitura de São Paulo registrou ainda uma mudança expressiva na sensação térmica em menos de 24 horas: o índice passou de 12°C para 23°C.
Tempo seco exige cuidados com a saúde
A combinação entre calor e baixa umidade preocupa as autoridades principalmente pelos efeitos sobre o sistema respiratório. A condição pode irritar as mucosas e aumentar o desconforto de pessoas que já possuem doenças pulmonares ou alergias.
A tenente Carolina, médica pneumologista do Departamento de Atendimento Médico da Casa Militar, explica que a rápida mudança nas condições atmosféricas pode deixar as mucosas mais vulneráveis. Segundo ela, a situação se torna ainda mais relevante durante o inverno, período em que vírus respiratórios continuam circulando.
Crianças, idosos e pessoas com doenças pulmonares ou alérgicas estão entre os grupos que precisam de atenção especial.
Para reduzir os impactos, a recomendação é manter uma boa hidratação, umidificar os ambientes sempre que possível, evitar permanecer sob o sol durante os horários mais quentes e manter os locais de permanência adequadamente ventilados.
Vegetação seca aumenta risco de incêndios
O período de estiagem também amplia a preocupação com queimadas. Com a umidade baixa e a vegetação ressecada, uma pequena fonte de ignição pode ser suficiente para iniciar um incêndio e favorecer sua propagação, principalmente no interior paulista.
A Defesa Civil orienta que moradores não façam queimadas nem utilizem fogo para limpar terrenos. O descarte de bitucas de cigarro em acostamentos, margens de rodovias e áreas de vegetação seca também deve ser evitado.
A recomendação é manter atenção redobrada, principalmente em propriedades rurais e locais onde a vegetação esteja muito seca.
Caso seja identificado um princípio de incêndio ou uma área com fumaça, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou a Defesa Civil pelo 199.












