A venda do Los Angeles Lakers por aproximadamente 12 bilhões de dólares, o equivalente a cerca de 62,2 bilhões de reais, para os empresários norte-americanos Josh Kushner e Bob Iger, conforme noticiado pela ESPN, estabelece um novo patamar no mercado esportivo mundial.
O valor supera o recorde anterior da própria franquia, que havia sido negociada com Mark Walter por 10 bilhões de dólares no ano passado, e evidencia a distância financeira entre as principais equipes dos esportes americanos e os clubes de futebol europeus.
Lakers vale mais que o Real Madrid e o Atlético de Madrid
Para efeito de comparação, o montante da transação dos Lakers é praticamente equivalente à soma das avaliações de Real Madrid, avaliado em 9,5 bilhões de dólares, e Atlético de Madrid, avaliado em 2,9 bilhões de dólares, duas das maiores potências do futebol mundial.
De acordo com o Ranking Forbes 2025, que ainda não tem versão para 2026, das 50 equipes mais valiosas do planeta, 44 são franquias dos Estados Unidos, distribuídas entre basquete, futebol americano e beisebol.
O top 5 do ranking, mesmo considerando a venda anterior dos Lakers, é composto exclusivamente por times avaliados na faixa dos 10 bilhões de dólares: Dallas Cowboys, Los Angeles Rams e New York Giants, da NFL, e Golden State Warriors e Los Angeles Lakers, da NBA. No futebol, apenas quatro clubes figuram na lista: Real Madrid, Barcelona, Manchester United e Liverpool.
A disparidade financeira tem raízes estruturais. O modelo de avaliação da Forbes combina patrimônio e dívida líquida, considerando receitas, lucro operacional, potencial de crescimento e força da marca. A diferença crucial está nos múltiplos aplicados: enquanto os clubes europeus são avaliados, em média, por 5,6 vezes suas receitas, as franquias da NBA alcançam 12,9 vezes.
Esse abismo reflete características como a ausência de rebaixamento, a distribuição centralizada de receitas, os robustos contratos de mídia e a escassez de franquias, fatores que garantem previsibilidade e reduzem riscos para investidores.











