A terra preta da Amazônia (TPA), um solo ancestral criado por povos nativos há cerca de 2.500 anos, está impulsionando o crescimento das florestas em 2026. Pesquisadores da Universidade de São Paulo, em colaboração com instituições parceiras, constataram que esse solo fértil acelera o crescimento de árvores na Amazônia, especialmente nas margens dos rios onde é encontrado. A descoberta tem implicações significativas para reflorestamento e conservação ambiental na região.
Durante o estudo, pequenas quantidades de terra preta foram testadas em áreas experimentais da Embrapa com autorização legal. Resultados mostraram que a introdução do solo aumentou em 55% a altura e em 88% o diâmetro de árvores como ipê-roxo e paricá, em comparação com solos convencionais.

Tal aumento é atribuído aos componentes orgânicos ricos em nutrientes da terra preta, que contrastam com os solos geralmente pobres da Amazônia.
Como a terra preta impulsiona o crescimento das árvores
A terra preta é composta por matéria orgânica e elementos como restos alimentares e cerâmica, nutrindo diversas plantas. Suas bactérias e fungos essenciais auxiliam na dissolução de nutrientes, permitindo um desenvolvimento acelerado das árvores.
A replicação dessas características em outros solos pode melhorar a recuperação de áreas degradadas, oferecendo uma estratégia sustentável para conservação.
Desafios
Embora seja inviável transferir a terra preta em larga escala, pesquisadores trabalham para reproduzir suas características de fertilidade artificialmente. O objetivo é criar métodos sustentáveis que imitam a ação do solo ancestral.
Superando esses desafios, existe potencial para inovação no desenvolvimento agrícola e sustentabilidade.
Atualmente, os cientistas focam em isolar e replicar os micro-organismos da terra preta para aplicação em larga escala. Esse projeto tem atraído atenção global, prometendo avanços no reflorestamento e na agricultura.











