Imagine que você é um atleta olímpico e que, antes de uma das provas, você consome duas doses de estricnina (sim, veneno de rato). Se eu te perguntasse como a história acaba, você provavelmente diria que em morte, não é mesmo? Mas no caso de Thomas Hicks essa decisão (bem mais do que) questionável terminou com a conquista de uma medalha de ouro. Continue lendo que nós vamos te contar essa história, que é uma das mais estranhas da história dos Jogos Olímpicos.
Como atleta tomou veneno e venceu prova mesmo assim?
O ano era 1904. O evento era a maratona olímpica de Saint Louis, nos Estados Unidos, em 1904. O cliam era úmido e de calor e o percurso da maratona contava com oito morros em uma pista de terra batida e com apenas uma estação para hidratação ao longo de 42 quilômetros. Entre 32 competidores, 18 acabaram desistindo no meio do caminho com um quase morrendo devido a uma hemorragia no esôfago por causa da poeira levantada pelos carros que acompanhavam os atletas.
O primeiro a completar a maratona, o nova-iorquino Fred Lorz, foi desclassificado depois que descobriram que ele tinha pegado uma carona com o treinador depois do 14º quilômetro.
Assim, o ouro ficou com Thomas Hicks, que usou um método bem questionável para chegar à linha de chegada. Durante o caminho, ele recebeu duas doses de estricnina, que, somadas, eram inferiores a um grama. A substância é mais conhecida por ser usada como veneno de rato, mas, em humanos, ela atua como um poderoso estimulante do sistema nervoso central (mas, em excesso, ela ainda pode te matar).
Junto com a substância, Hicks tomou clara de ovos crus e brandy, uma bebida alcoólica forte. Mesmo assim, ele não foi desclassificado e saiu com uma medalha de ouro da competição.











