O navio de cruzeiro MV Hondius, que registrou um surto de hantavírus com pelo menos 11 casos confirmados e 3 mortes, atracou no porto de Roterdã, na Holanda, para passar por um processo de descontaminação.
A embarcação, de bandeira holandesa, chegou ao maior porto europeu na manhã de 22 de maio com 25 tripulantes e 2 profissionais de saúde a bordo, após os passageiros terem desembarcado na semana anterior em Tenerife, na Espanha. Um total de 146 pessoas ficaram confinadas a bordo do navio MV Hondius durante o surto de hantavírus em 2026.
Autoridades sanitárias locais montaram uma estrutura de quarentena no cais, com contêineres brancos instalados próximos ao local de atracação, onde os membros da tripulação que não puderam ser repatriados imediatamente cumpriram o isolamento.
A diretora de saúde pública de Roterdã, Yvonne van Duijnhoven, afirmou à época que nenhum dos tripulantes havia apresentado sintomas da doença. Eles seriam submetidos a testes na chegada e semanalmente durante todo o período de quarentena.
Descontaminação
A descontaminação completa do navio, seguindo os protocolos estabelecidos pelas autoridades holandesas, duraria cerca de 3 dias. Uma inspeção seria realizada antes de a embarcação receber autorização para retomar as operações.
A empresa proprietária do MV Hondius afirmou que não previa alterações em sua programação, que incluía um cruzeiro no Ártico com partida prevista para 29 de maio da Islândia.
O capitão do porto de Roterdã, René de Vries, justificou a acolhida ao navio afirmando que seria inaceitável recusar a entrada da embarcação no maior porto da Europa. As autoridades holandesas enfatizaram que o risco de transmissão do vírus para a população local era extremamente baixo, devido aos rigorosos protocolos de segurança adotados.











