Em fevereiro de 2025, Eike Batista anunciou a captação de 500 milhões de dólares (atualmente cerca de 2,5 bilhões de reais) com um fundo de infraestrutura estruturado por Mário Garnero, que tem como investidores o ADIG, de Abu Dhabi, e o próprio Garnero, conforme informações divulgadas pelo Brazil Journal na época.
Os recursos, segundo a publicação, seriam destinados ao primeiro módulo do projeto da chamada “super cana”, uma variedade geneticamente melhorada que promete produzir três vezes mais etanol e doze vezes mais biomassa que a cana tradicional.
O módulo inicial prevê a aquisição de 70 mil hectares de terra ao redor do Porto do Açu, com capacidade estimada de produzir 1 bilhão de litros de etanol por ano e 1 milhão de toneladas de biomassa quando estiver totalmente operacional.
O negócio foi avaliado por Garnero em 1,6 bilhão de dólares, e o fundo ficará com 40% do módulo, de acordo com o Brazil Journal. O interesse do grupo de Abu Dhabi estaria ligado à produção de combustível sustentável de aviação para a Emirates.
Projeto terá um segundo módulo
Eike afirmou ao Brazil Journal que o projeto terá um segundo módulo, com terras no Brasil e uma planta na Flórida, que seria financiado com o lançamento de uma criptomoeda própria, o token $EIKE. A meta seria vender 100 milhões de tokens a 1 dólar cada, captando 100 milhões de dólares, com foco em investidores dos Estados Unidos. Os detentores teriam direito a 10% dos lucros futuros, segundo informações da publicação.
A tecnologia da “super cana” foi desenvolvida há mais de 20 anos por Luis Carlos Rubio e Sizuo Matsuoka, e já teve passagens por empresas como Votorantim e Monsanto. Em 2015, Eike passou a bancar o projeto, mas ele foi interrompido em 2017 com a crise do empresário. Em 2024, Eike retomou contato com os criadores para reativar a iniciativa, conforme noticiou o Brazil Journal.











