Na última terça-feira (25), a Polícia Federal deflagrou uma operação contra um grupo suspeito de fraude de quase 500 benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), causando um prejuízo de mais de R$ 86 milhões aos cofres da União. Essa operação ganhou o nome de Operação Leste do Espinhaço. Ela cumpriu 91 medidas judiciais em dez cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo.
De acordo com o g1, essas medidas incluem mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e medidas para bloquear ou recuperar bens relacionados aos investigados. Enquanto a PF cumpria essas medidas, duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
Todas as cidades em que a operação da PF cumpriu medidas
- Minas Gerais
- Ipatinga
- Timóteo
- João Monlevade
- Ipaba
- Belo Oriente
- Matozinhos
- Ribeirão das Neves
- Engenheiro Caldas
- São João do Manteninha
- Espírito Santo
- São Gabriel da Palha
457 benefícios do INSS foram vítimas de esquema de fraude
Segundo a PF, as investigações começaram depois de 457 benefícios previdenciários fraudados serem identificados. Desses 457, 240 seguem ativos.
Mas como funcionava esse esquema de fraude? O grupo de criminosos criava pessoas fictícias para obter benefícios do INSS, falsificando documentos de identidade, certidões de nascimento e comprovantes de residência. Os criminosos visavam principalmente conseguir benefícios de amparo para idosos de baixa renda, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Os investigados devem responder por crimes de associação criminosa e estelionato qualificado, entre outros delitos que possam ser encontrados ao longo da investigação da Polícia Federal.











