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Especialistas fazem alerta para o que acontece quando o filho usa ChatGPT na escola

Por Pedro Silvini
27/08/2026
Em Geral
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Chat GPT

Chat GPT (Reprodução/Adobe Stock)

O ChatGPT já faz parte da rotina escolar de muitos estudantes e passou a ocupar um espaço que antes era reservado exclusivamente a livros, professores e pesquisas tradicionais. Crianças recorrem à ferramenta para compreender frações, adolescentes utilizam a inteligência artificial para revisar redações e até educadores experimentam recursos capazes de corrigir exercícios em poucos segundos.

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A questão não envolve apenas permitir ou proibir o uso da inteligência artificial. Para especialistas, o ponto central é estabelecer limites que preservem o processo de aprendizagem, fazendo com que a tecnologia ajude o estudante a desenvolver habilidades, em vez de substituir etapas importantes da formação.

Há situações em que o uso do ChatGPT pode contribuir para os estudos sem comprometer a aprendizagem. A ferramenta consegue apresentar um mesmo conceito de diferentes maneiras, sugerir exemplos, apontar erros de concordância, elaborar exercícios e ajudar na organização de ideias.

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Entre os usos considerados mais produtivos para estudantes estão pedir uma explicação alternativa quando determinado conteúdo não foi compreendido, praticar conversação em outro idioma, criar questionários para revisar uma matéria e testar diferentes maneiras de estruturar uma ideia antes de produzir um texto.

Nesse cenário, a IA funciona mais como um tutor disponível sob demanda do que como um substituto para o estudante.

O problema começa quando o aluno simplesmente apresenta à ferramenta uma questão, copia a resposta e entrega o resultado como se fosse fruto do próprio trabalho. Nesse caso, a tecnologia pode eliminar justamente a etapa que deveria gerar aprendizado.

Crianças e adolescentes entram no centro do debate

A preocupação ganhou força à medida que os chatbots passaram a ser incorporados à rotina de estudantes. Dados do Pew Research Center indicaram que mais de um quarto dos adolescentes nos Estados Unidos já utilizava o ChatGPT para trabalhos escolares, contra 13% em 2023.

O crescimento acelerado do uso também aumentou os questionamentos sobre cola, perda de autonomia intelectual e acesso a conteúdos inadequados.

Por isso, a orientação sobre inteligência artificial precisa acompanhar a própria expansão da tecnologia. Pais e professores podem ajudar os estudantes a compreender que utilizar uma ferramenta para esclarecer uma dúvida é diferente de entregar a ela a responsabilidade por uma tarefa inteira.

OpenAI prepara experiência específica para adolescentes

O debate também chegou às próprias empresas responsáveis pelos sistemas de inteligência artificial. A OpenAI anunciou uma versão do ChatGPT direcionada a adolescentes, com recursos de segurança mais rígidos e um modo de estudo desenvolvido para limitar determinadas respostas.

A proposta é evitar que o estudante simplesmente solicite uma solução pronta para uma atividade. Em vez disso, o sistema poderá fazer perguntas ao usuário e oferecer orientações em etapas, incentivando a construção da resposta.

A experiência deverá ser ativada automaticamente para usuários identificados como tendo entre 13 e 18 anos, enquanto menores de 13 anos não são oficialmente autorizados a utilizar o produto.

Entre as medidas previstas estão controles parentais opcionais, mecanismos para incentivar um uso mais equilibrado e proteção contra conteúdos considerados inadequados para a idade.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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