O Grupo Gennius, dono de marcas com a rede de fast-food Habib’s, a Ragazzo e a Tendall Grill, entrou recentemente com um pedido de recuperação judicial, que foi aceito pela Justiça de São Paulo, por causa de “adversidades econômicas e financeiras”. O grupo declarou dívidas de R$ 265,2 milhões e o processo na Justiça reúne 178 empresas e dois produtores rurais, de acordo com o g1. No pedido, o grupo detalha que a sua crise financeira foi provocada pela combinação de três fatores.
Os três fatores que fizeram o dono do Habib’s entrar em recuperação judicial
O Gennius aponta a pandemia da Covid-19, entre 2020 e 2022, como o fator que desencadeou a sua crise financeira. Segundo a Itatiaia, o documento explica que, nesse período, aconteceu um “descompasso” entre os investimentos em mais lojas para atender à demanda de grandes centros e entre a receita obtida. Mesmo após o fim da pandemia, a popularização do trabalho híbrido e remoto diminuiu a circulação de trabalhadores em centros urbanos e, consequentemente, o fluxo de clientes que procuravam as lojas.
O grupo também pontua que a pandemia mudou hábitos de consumo em relação ao setor de fast food. Com os aplicativos de entrega mais populares, os consumidores passaram a pedir mais comida em casa ao invés de frequentarem as lojas, impactando os resultados operacionais desses estabelecimentos.
Por fim, o terceiro fator é o cenário macroeconômico brasileiro, marcado por uma alta de juros (a taxa Selic chegou a 15% ao ano). Considerando as dívidas que o grupo contraiu nos anos anteriores, essa alta de juros só piorou a situação do Gennius, que está gastando ainda mais dinheiro para tentar pagar suas dívidas.
Em caso de recuperação judicial, a Justiça suspende temporariamente ações e cobranças contra a empresa (com algumas exceções previstas em lei) e também proíbe que credores interrompam contratos. Nos próximos 60 dias, o grupo precisa apresentar um plano de reorganização das suas dívidas. Fugindo do prazo, pode ser que a recuperação se torne uma falência.











