O tempo deve mudar de forma significativa no Sul do Brasil nos próximos dias. A partir deste domingo (30), áreas de instabilidade começam a ganhar força e podem favorecer a formação de um ciclone extratropical entre segunda-feira (31) e terça-feira (1º). O sistema estará associado a uma frente fria que posteriormente deve avançar em direção ao Sudeste.
A previsão aponta para temporais, chuva intensa, granizo e rajadas de vento entre 60 e 100 km/h, principalmente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Com o avanço da frente fria, outras áreas do país também devem registrar mudanças nas condições meteorológicas.
Além dos fenômenos associados ao vento e às tempestades, os acumulados de chuva elevam a preocupação com alagamentos, enxurradas e deslizamentos, especialmente em municípios que já registraram precipitações nos últimos dias.

O avanço das áreas de instabilidade começa a ser percebido ainda neste domingo. Na segunda-feira, quando o novo ciclone deve começar a se organizar, a chuva continuará atuando sobre a Região Sul.
Os temporais devem atingir principalmente o sul do Paraná, Santa Catarina e o centro-norte do Rio Grande do Sul, incluindo a região de Porto Alegre. O Inmet também aponta possibilidade de granizo em áreas entre o sul paranaense, Santa Catarina e o norte gaúcho.
As rajadas de vento podem alcançar até aproximadamente 100 km/h nos pontos mais afetados pelo sistema, aumentando o risco de queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e outros transtornos associados às tempestades.
Chuva aumenta risco de alagamentos e enxurradas
A combinação entre novas precipitações e os volumes de chuva já registrados deixa algumas cidades em situação de maior atenção.
A possibilidade de ocorrência de eventos hidrológicos é considerada alta em Caxias do Sul (RS), Criciúma, Florianópolis e Lages (SC). Nessas áreas, a chuva pode ocorrer em pancadas de intensidade moderada a forte durante o dia, somando-se aos acumulados anteriores.
Também existe possibilidade moderada de eventos hidrológicos em Passo Fundo, Santa Cruz do Sul, Lajeado e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; Chapecó, Caçador, Joinville e Blumenau, em Santa Catarina; e Curitiba, no Paraná.
O cenário pode favorecer o transbordamento de córregos, enxurradas e alagamentos em áreas urbanas, principalmente onde os sistemas de drenagem não conseguem absorver rapidamente o volume de água.
Criciúma tem atenção especial para deslizamentos
Os riscos não ficam restritos às áreas urbanas sujeitas a alagamentos. O solo já encharcado também aumenta a possibilidade de movimentos de massa em regiões de encosta.
Em Criciúma (SC), o risco de deslizamentos é considerado alto devido à combinação entre os acumulados das últimas 24 horas, a presença de áreas naturalmente mais suscetíveis e a previsão de chuva forte durante a segunda-feira.
A possibilidade de deslizamentos é considerada moderada em Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul; Lages, Florianópolis, Chapecó, Caçador, Blumenau e Joinville, em Santa Catarina; além de Curitiba, no Paraná.
Frente fria avança e derruba temperaturas
Depois de atuar inicialmente sobre o Sul, a frente fria associada ao ciclone deve avançar para o Sudeste.
A principal mudança nessa região tende a ocorrer a partir de terça-feira (1º), quando o sistema deve provocar aumento das chuvas e queda nas temperaturas em áreas que encerram agosto sob condições de calor mais intenso.
A mudança será especialmente perceptível pela diferença entre as temperaturas elevadas registradas no fim de agosto e a chegada do ar mais frio associado à frente.











