Se você ainda não tem um ventilador, a nossa sugestão é que compre rápido. De acordo com uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Brasil deve passar por pelo menos seis ondas de calor nos próximos meses. E o motivo por trás disso é o (não tão) querido El Niño deste ano, que pode ser um dos mais fortes já registrados. Lembrando que a última “edição” do fenômeno climático, entre 2023 e 2024, rendeu nove ondas de calor no país.
Antes de tudo, precisamos definir o termo “onda de calor”. Não basta um dia de temperaturas acima da média para ser considerado uma onda de calor. Para que um período seja considerado uma onda de calor, você precisa de, no mínimo, três dias com temperaturas máximas e mínimas acima da média, sem descanso de calor.
El Niño causa chuvas, secas e calor no Brasil
O fenômeno altera a circulação atmosférica, afetando muito as chuvas aqui no país, causando estiagens prolongadas em algumas regiões e chuvas excessivas em outras. O último El Niño causou chuvas e enchentes devastadoras na região Sul, por exemplo. Ana Paula Cunha, pesquisadora e especialista em secas, afirma ao g1 que as regiões mais afetadas pelas secas com o El Niño serão o Norte e Nordeste.
Mas a certeza que temos é o calor: de norte a sul, as temperaturas irão subir nos próximos meses. De acordo com o pesquisador e especialistas em Ciências Meteorológicas, Marcelo Seluchi, as temperaturas dos oceanos estão batendo recordes e devem continuar aumentando, então já podemos esperar um “calor intenso” a partir de setembro, “com ondas de calor acontecendo com maior frequência, intensidade e duração”, afirma o especialista ao g1.











