E se nós pudéssemos plantar em outros planetas ou até na Lua? Esse é um objetivo de muitos cientistas, inclusive de pesquisadores brasileiros, que fazem parte da Rede Space Farming Brazil. Essa rede é uma iniciativa de pesquisa da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) que surgiu lá em 2022. Segundo o site da Embrapa, essa rede “foi estabelecida com o objetivo de inovar na produção de alimentos em ambientes extraterrestres”.
Essa iniciativa está investindo em desenvolver sistemas de produção que possam ser feitos fora do nosso planeta, em locais como Marte ou na Lua, e buscando soluções para desafios de plantar fora da Terra, como a ausência de solo, condições de alta radiação e baixa gravidade.
Os primeiros alimentos escolhidos para serem plantados fora da Terra
De acordo com o portal Sou Agro, o primeiro foco da iniciativa foi estudar formas de possibilitar o cultivo de variedades de batata-doce e grão-de-bico, alimentos escolhidos por seu alto valor nutricional e, mais importante, sua alta adaptabilidade a condições extremas.
Um dos (muitos) desafios que os cientistas enfrentam para tentar possibilitar o plantio fora da Terra é a missão de construir um invólucro que possa proteger as plantas da radiação ionizante cósmica. Já existem testes feitos simulando essas condições em laboratórios (aqui na Terra, vale observar).
No ano passado, o grupo mandou sementes de grão-de-bico e plantas de batata-doce roxa aprimoradas pela Embrapa em um foguete da Blue Origin em missão à fronteira espacial. Os pesquisadores estão esperando a volta desses alimentos para fazer estudos comparando essas plantas com as que ficaram aqui no nosso planetinha azul.











