Apesar do avanço da colheita da safrinha e das projeções que apontam para um volume recorde de produção, o milho continua registrando elevação de preços no país. O movimento de alta é apontado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, que monitora as negociações no setor.
Levantamento do Cepea mostra que o indicador calculado com base nas transações realizadas em Campinas, interior paulista, atingiu 69,51 reais no dia 28 de agosto. O valor representa um crescimento de 6,53% em relação ao início do mês, em um cenário marcado pela cautela entre os agentes do mercado.
Retenção da oferta
De acordo com a análise do centro de pesquisas, os produtores têm adotado uma postura de retenção da oferta, na expectativa de que os preços internacionais continuem em trajetória de alta e ofereçam melhores oportunidades de negócio. Essa estratégia reduz a quantidade de milho disponível no mercado interno e exerce pressão sobre as cotações.
Do lado dos compradores, a situação é de ajuste. Uma parcela dos consumidores, especialmente aqueles com necessidade imediata de reposição, tem aceitado pagar os valores mais elevados praticados pelos vendedores. Outros, no entanto, preferem utilizar os estoques já acumulados para evitar aquisições no momento atual, com preços mais altos.
O comportamento do mercado reflete um descompasso entre oferta e demanda no curto prazo. Embora a produção recorde fosse esperada para conter as altas, a combinação de retenção de estoques pelos produtores e a busca por reposição imediata por parte da indústria tem sustentado a tendência de valorização.











