Milhões de brasileiros com carteira assinada terão como prazo máximo para receber o salário referente a agosto o sábado, 5 de setembro de 2026. Isso ocorre porque, para fins trabalhistas, o sábado é considerado dia útil na contagem do prazo para pagamento, enquanto domingos e feriados ficam de fora.
A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que estabelece que o salário mensal deve ser pago até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Dessa forma, embora a data caia em um sábado, ela permanece válida para o cumprimento da obrigação pelo empregador.
O valor recebido por cada trabalhador depende do salário contratado, dos descontos e de outras condições previstas no vínculo empregatício. R$ 1.621 não é um piso geral determinado pela CLT para todos os empregados; portanto, o pagamento mínimo de cada pessoa não pode ser definido apenas pela data.
Como funciona a contagem do quinto dia útil
Na contagem do prazo para pagamento dos salários, entram os dias de segunda-feira a sábado. Já domingos e feriados não são considerados.
A orientação também é respaldada pela Instrução Normativa nº 1/1989, do então Ministério do Trabalho, que considera o sábado como dia útil para essa finalidade.
Assim, o trabalhador deve ter o salário disponível dentro do prazo legal. Caso o pagamento não seja realizado até o quinto dia útil, pode ficar caracterizado atraso e descumprimento de uma obrigação trabalhista por parte da empresa.
Nessa situação, a recomendação inicial é procurar o empregador para solicitar a regularização. Se o problema persistir, o trabalhador pode buscar orientação junto ao sindicato da categoria, aos órgãos de fiscalização trabalhista ou à Justiça do Trabalho.
Mercado de trabalho registra menor desemprego
O pagamento dos salários ocorre em um momento de relativa força do mercado de trabalho brasileiro. A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa o menor nível para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012. No período encerrado em abril, a taxa estava em 5,8%.
O resultado ficou próximo da mediana das expectativas do mercado financeiro, segundo projeções compiladas pela Bloomberg.
Apesar do cenário positivo, analistas identificam sinais de uma desaceleração moderada do mercado de trabalho, especialmente quando observada a evolução da renda dos trabalhadores.
Rendimento médio apresenta pequena queda
A renda média do trabalho ficou em R$ 3.762 por mês no trimestre encerrado em julho. O valor representa uma redução de 0,7% em relação aos R$ 3.786 registrados no trimestre terminado em abril.
Apesar da queda nominal, o IBGE classifica o movimento como estabilidade estatística, já que a variação permaneceu dentro da margem de erro da pesquisa e não foi considerada significativa.
Os dados fazem parte da Pnad Contínua, levantamento utilizado pelo IBGE para acompanhar indicadores relacionados ao emprego, desemprego e rendimento dos brasileiros.











