Na semana passada, a Globo fez a sua tradicional sabatina com os seis candidatos à presidência da República líderes das pesquisas. Um dos temas mais citados durante todas as entrevistas foi a dívida pública do país e não é por acaso. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, a dívida do governo brasileiro passou de 81,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em junho para 82,5% em julho, atingindo R$ 10,947 trilhões. É o nível mais alto da dívida pública desde abril de 2021, quando ela tinha chegado ao patamar 82,6% do PIB.
Segundo o jornal O Globo, essa alta aconteceu principalmente por causa “dos juros nominais apropriados e das emissões líquidas de dívida”.
O patamar mais alto já registrado foi em dezembro de 2020, quando a dívida era de 87,6% do PIB, devido às medidas fiscais do início da pandemia da Covid-19, de acordo com o Estadão. O nível mais baixo foi há mais de uma década, em dezembro de 2013: 51,5% do PIB.
Segundo o Estadão, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) abrange as dívidas dos governos federal, estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e empresas estatais. Já a Dívida Líquida do Setor Pública (DLSP), que considera as reservas internacionais do país, aumentou de 68,5% do PIB em junho para 69,1% em julho, atingindo R$ 9,165 trilhões.
Dívida pública aumentou no governo Lula?
Ao final de 2022, a dívida estava em um patamar de 71,7% do PIB. Durante esse terceiro governo Lula, a dívida subiu mais de dez pontos percentuais, segundo o Globo. “O endividamento do país ocorre por conta do déficit público e do pagamento de juros para cobrir este rombo”, pontua o veículo.











