Em 2022, um grupo de cientistas fez uma descoberta bastante inusitada em cavernas do norte da Arábia Saudita, na região de Arar: sete corpos de guepardos mumificados e em ótimo estado de conservação, além de 54 restos esqueléticos. As estimativas sobre a idade desses corpos variam bastante, com os cientistas acreditando que eles podem ter de 127 até dois mil anos de idade. Os guepartes estão extintos na região desde os anos 1970.
Graças ao estado de conservação dos corpos, os pesquisadores conseguiram recuperar e analisar o DNA dos animais mumificados, que foi como eles descobriram que eles tinham idades diferentes, o que indica que a caverna provavelmente foi usada por muito tempo como abrigo pela espécie.
As primeiras escavações dessas cavernas começaram em agosto de 2022 e foram terminadas em junho de 2023, de acordo com a CNN Brasil. No total, os pesquisadores exploraram 134 cavernas, onde encontraram restos de 61 guepardos.
Não, os animais não foram mumificados que nem os egípcios faziam
Você provavelmente leu o título e imaginou os corpos dos guepardos cobertos por faixas como nós imaginamos as múmias dos egípcios, mas não é desse tipo de mumificação que estamos falando. Segundo o estudo, os corpos acabaram sendo mumificados por muitos anos de forma natural, porque o ambiente de solo árido e clima quente e seco da caverna acaba inibindo a atuação de bactérias, atrasando a decomposição desses restos mortais. Ainda assim, esse tipo de processo é considerado raro fora de ambientes gelados ou sem ser feito de forma artificial, segundo o jornal O Globo.











