Tem notícias que preocupam os produtores, mas trazem algum alívio para os consumidores. Com a queda nas exportações de carne bovina para a China, os preços do alimento no Brasil podem dar uma aliviada, de acordo com o jornal Extra. O Índice de Preços de Supermercados (IPS), elaborado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), mostra que o preço de diferentes cortes de carne vermelha caiu entre janeiro e julho deste ano.
Entre os cortes de carne bovina, o que teve a maior queda foi o acém, com seu preço caindo 3,9%. Outros exemplos foram:
- Alcatra – 2,77%;
- Coxão mole – 2,45%;
- Contrafilé – 1,76%;
- Patinho – 1,39%;
- Filé mignon – 1,30%.
Para a alegria dos amantes de carne vermelha, a queda de preços não foi apenas entre os cortes de carne bovina. A carne suína também teve uma queda de 8,11% no acumulado do ano. Os cortes que mais caíram foram o pernil com osso e o lombo osso, com quedas de 13,52% e 10,16%, respectivamente.
Por que as exportações de carne para a China desaceleraram?
Em julho, o Brasil atingiu a cota anual de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina que podiam ser exportadas sem os produtores terem que pagar taxas extras de 55% para entrarem no país asiático. Essa é uma medida do governo chinês para proteger os produtores internos do país. Por causa disso, as exportações desaceleraram.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as vendas externas de julho somaram US$ 1,4 bilhão no mês (cerca de R$ 7,13 bilhões), uma queda de 21% em relação ao mês anterior.
“O cenário de julho mostra como o mercado externo e o interno estão conectados. Quando a exportação desacelera, sobra mais carne por aqui, e isso se traduz em preços mais acessíveis para quem compra no supermercado”, comenta o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz.











