Em julho do ano passado, um megaterremoto sacudiu a costa da península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia. Com magnitude 8,8 na Escala Richter, foi o maior terremoto desde 2011, quando um tremor de magnitude 9,1 atingiu o Japão, resultando no desastre nuclear de Fukushima. Foi um evento tão signficativo que ele pode ter desencadeado a erupção de um vulcão que estava inativo há quase 500 anos.
Alguns dias depois do terremoto, o vulcão Krasheninnikov, também localizado na península de Kamchatka, entrou em erupção. De acordo com o jornal O Globo, a fumaça do vulcão chegou a mais de seis quilômetros de altitude e se espalhou por pelo menos 75 km, podendo ser avistada a quilômetros de distância do local. O espaço aéreo da região ficou em alerta vermelho por causa das cinzas na atmosfera.
Megaterremoto “acordou” vulcão inativo há meio século
Essa análise foi feita por pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido. Antes do terremoto, não havia indícios de movimentação de magma no Krasheninnikov, mesmo que o reservatório estivesse em uma condição considerada “sensível”. Dias depois do tremor, pequenos terremotos atingiram a área e o magma começou a abrir caminho.
Mesmo com a força do terremoto, um dos mais fortes já registrados na história moderna, ele, por si só, não teria sido o bastante para causar a erupção vulcânia de forma tão imediata. Segundo o Metrópoles, os pesquisadores explicam que o material no interior do Krasheninnikov era rico em gases acumulados por séculos e a vibração do terremoto provavelmente favoreceu a formação e crescimento de bolhas no magma. A pressão interna aumentou e o magma conseguiu subir e causar a erupção.











