Em agosto, mês marcado por ações de conscientização sobre o câncer de pulmão, o Ministério da Saúde anunciou que vai incorporar três novos medicamentos de alta tecnologia contra a doença ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os medicamentos são brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. Eles serão financiados integralmente pelo Governo Federal a partir da implementação da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), beneficiando cerca de 1,9 mil pacientes, segundo a pasta. A previsão é que as entregas dos medicamentos já comecem em outubro.
“Estamos em diálogo contínuo com a indústria farmacêutica para viabilizar, da forma mais ágil possível, a oferta desses medicamentos no SUS”, declarou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri. “A ampliação das opções de tratamento é fundamental para fortalecer o cuidado e representa um avanço na assistência oncológica, com potencial para beneficiar ainda mais pacientes e salvar vidas.”
Medicamentos para câncer que vão entrar no SUS custam mais de R$ 1,2 milhão por ano
Brigatinibe e gefitinibe são terapias-alvo orais, que atuam sobre alterações específicas das células cancerígenas. Eles podem ser administrados na casa do paciente, com menor incidência de eventos adversos. Juntos, eles custam mais de R$ 604,2 mil por ano na rede privada. Já o durvalumabe é uma imunoterapia que estimula ou potencializa a capacidade do sistema imunológico de combater os tumores cancerígenos, sendo indicado para pessoas com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser tratadas com cirurgia. Na rede privada, esse tratamento pode custar mais de R$ 643 mil por ano.











