Algumas descobertas científicas podem ser feitas quando os pesquisadores nem mesmo estão buscando por elas. Um exemplo é uma descoberta recente que pesquisadores fizeram sobre o comportamento de guaxinins. Mais precisamente, do guaxinim-pigmeu (Procyon pygmaeus), uma espécie ameaçada de extinção e que vive apenas em um local: a ilha de Cozumel, no México. De acordo com o Phys, site de notícias sobre ciência, física, espaço e tecnologia, um grupo de cientistas estava observando esses animais para um estudo quando fizeram uma descoberta curiosa.
A equipe liderada por Nessie O’Neil, da Universidade de Miami, dos Estados Unidos, estava observando os guaxinins para analisar o impacto do turismo na população desses animais. Durante esse estudo, a equipe viu duas irmãs guaxinins brincando com bolinhas de papel que elas haviam feito.
Uma fêmea adulta tentou molhar um pedaço de papel, mas acabou abandonando ele. Uma das suas filhas pegou ele, molhou e o rolou na areia até fazer uma bolinha. A irmã observou atentamente e tentou imitar, mas ela não conseguiu e sua irmã fez uma bolinha de papel para ela. Os dois animais ficaram brincando com as bolinhas de papel. Enquanto os cientistas monitoravam o local (um clube de praia com lixeiras por perto), eles viram os guaxinins fabricando e brincando com as bolas de papel várias vezes.
Primeira vez que esse tipo de comportamento é observado por guaxinins
Ver animais usando objetos como “brinquedos” não é novidade no mundo científico, mas é a primeira vez que isso é documentado em guaxinins. “Este estudo documenta um comportamento até então desconhecido no guaxinim-pigmeu, espécie criticamente ameaçada de extinção”, pontuaram os pesquisadores em artigo publicado na revista Wild.
Eles explicam que, ainda que sejam observações preliminares, elas fornecem evidências de que esses animais interagem com materiais antropogênicos em contextos criativos que não envolvem uma busca por alimento.











