A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução em 4 de setembro, visando transformar como percebemos o mundo. A iniciativa, apoiada internacionalmente, busca reformular a representação dos mapas globais.
Incentiva-se a revisão de métodos tradicionais, especialmente a projeção de Mercator, criticada por distorcer as proporções relativas das regiões. Em nome da União Africana, Togo lidera esta missão, destacando a necessidade de corrigir distorções históricas.
Para muitos, a projeção de Mercator, desenvolvida no século XVI, ainda é um padrão. Originalmente criada para facilitar a navegação, agora gera percepções distorcidas dos continentes.
Regiões próximas aos polos parecem desproporcionalmente grandes, enquanto áreas equatoriais são minimizadas. Essas imprecisões afetam a compreensão educacional, cultural e até geopolítica das nações.
Busca por mapas mais precisos
Um objetivo central da ONU é encontrar representações cartográficas mais precisas. A projeção Equal Earth é uma das alternativas propostas. Criada em 2018, ela se destaca por preservar melhor as proporções reais dos continentes.
A União Africana já demonstrou apoio a essa abordagem, buscando representar adequadamente as dimensões das regiões globais.
Adaptação gradual e internacional
A resolução não impõe a troca imediata dos mapas atuais. Em vez disso, encoraja governos e instituições a adotarem modelos mais precisos gradualmente.
Isso proporciona uma adaptação considerada para novas práticas cartográficas. O apoio à proposta foi amplo, com 164 votos a favor e apenas os Estados Unidos contra.











