A França voltará a atrasar os relógios em uma hora na madrugada do domingo, 25 de outubro de 2026, em uma mudança que não acontecia tão cedo no calendário desde 2020. A alteração ocorrerá durante a noite de sábado (24) para domingo (25), quando os relógios deverão ser ajustados de 3h para 2h. Com isso, os franceses ganharão uma hora de sono, mas também terão dias com anoitecer mais cedo.
A data segue a regra adotada por todos os países da União Europeia, que determina que a passagem para o horário de inverno aconteça sempre no último domingo de outubro. Da mesma forma, o retorno ao horário de verão ocorre no último domingo de março. O calendário foi harmonizado entre os Estados-membros em 1998, com o objetivo de evitar diferenças entre os países durante as alterações dos horários.
O fato de a mudança ocorrer já no dia 25 de outubro não representa uma alteração excepcional na legislação. A data é simplesmente consequência do calendário de 2026. Como a regra determina que o ajuste seja feito no último domingo de outubro, o dia 25 é a data mais antecipada possível para a mudança.
Por isso, embora o horário de inverno costume ser associado aos últimos dias do mês, em 2026 o ajuste acontecerá relativamente cedo. A última vez em que essa mesma configuração do calendário ocorreu foi em 2020.
Na prática, os moradores deverão atrasar os relógios em 60 minutos. Assim, quando forem 3h da madrugada, o horário voltará para 2h. A mudança é programada para ocorrer durante o fim de semana justamente para reduzir possíveis impactos sobre transportes, atividades profissionais e outros compromissos cotidianos.
A adoção do horário de verão e de inverno na França tem origem em uma crise energética. A primeira implementação ocorreu em 1976, após o choque do petróleo de 1973-1974. A intenção era aproveitar por mais tempo a iluminação natural durante o período da tarde e, dessa maneira, reduzir o consumo de eletricidade utilizado para iluminação.
Embora o avanço das tecnologias e a transformação dos hábitos de consumo tenham diminuído a importância da economia de energia como justificativa para a medida, o sistema continua em vigor em diversos países europeus.
Uma hora a mais de sono, mas adaptação é recomendada
A principal consequência imediata da mudança será a possibilidade de dormir uma hora a mais na noite da transição. O retorno ao horário de inverno também faz com que as manhãs tenham mais luz natural, o que pode facilitar a rotina de pessoas que precisam acordar cedo para trabalhar ou estudar.
Por outro lado, a alteração modifica a distribuição da luz ao longo do dia. Com o relógio atrasado, o anoitecer passa a acontecer mais cedo, reduzindo a duração das tardes com claridade.
Para diminuir os efeitos da mudança sobre o organismo, especialistas recomendam preparar a rotina nos dias anteriores. Uma estratégia indicada é atrasar gradualmente os horários habituais em cerca de 15 a 20 minutos por noite, incluindo o jantar e o momento de ir para a cama.
A adaptação progressiva pode evitar uma mudança brusca no domingo e facilitar a reorganização do ciclo de sono. Mesmo com a hora adicional disponível, a recomendação é manter o período habitual de descanso e não utilizar o ajuste como motivo para permanecer acordado até mais tarde na noite anterior.











