Todo mundo conhece aquela pessoa (e se você não conhece, talvez seja porque você é ela) que, quando tem a chance de escolher a música, sempre volta uns 30 anos no passado, normalmente para algum hit que tocava quando ela era criança ou adolescente. Esse “apego” a músicas antigas é bastante comum e pode ser explicada pela psicologia e pela neurociência.
O Centro de Excelência em Música, Cérebro e Corpo da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, conduziu um estudo com quase 2 mil participantes de 84 países para entender como as memórias musicias são formadas e por que algumas ficam tão vívidas ao longo dos anos.
As músicas que você escuta nessa fase são as que mais te marcam
De acordo com o Ok Diario, o que o estudo descobriu é as músicas que você escuta por volta dos 17 anos são que tendem a ter um maior impacto emocional sobre o ouvinte. Os pesquisadores chamaram o fenômeno de “explosão de reminiscência musical”, “um período em que experiências relacionadas à música podem ser registradas com particular intensidade”.
Como você provavelmente já ouviu falar, a adolescência é uma fase muito importante para o desenvolvimento da sua memória autobiográfica e da sua identidade pessoal. Entre os 13 e os 18 anos, normalmente é aquela fase em que você começa a definir melhor seus valores e seus gostos. Por causa disso, as músicas que você escuta durante esse período da sua vida se tornam parte da sua memória afetiva e do seu próprio senso de identidade.
“Quando essas músicas são redescobertas décadas depois, não apenas a memória do som é trazida de volta, mas também a conexão com quem aquela pessoa era e as decisões que ela começava a tomar naquela época”, explica o Ok Diario.











