O Rio de Janeiro ganhou mais um motivo para permanecer no radar dos brasileiros que pretendem viajar nos próximos meses. Conhecida mundialmente como “Cidade Maravilhosa”, a capital fluminense está entre os destinos nacionais mais buscados para viagens realizadas durante a baixa temporada, entre setembro e novembro. Além da procura elevada, o período pode representar uma oportunidade para economizar com transporte e hospedagem.
Dados do KAYAK, um dos principais buscadores de viagens, apontam que os voos domésticos ficam, em média, 31% mais baratos entre setembro e novembro na comparação com o auge do verão, registrado entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. No mesmo intervalo, as diárias de hospedagens nacionais apresentam redução média de 43%.
Rio de Janeiro, São Paulo e Recife aparecem entre os destinos nacionais mais procurados pelos brasileiros para viagens que podem ocorrer nesse período. No caso carioca, a procura ocorre em um momento de forte expansão do turismo e de aumento da movimentação econômica provocada pelos visitantes.

Turismo movimentou bilhões no Rio
Entre janeiro e abril de 2026, o turismo movimentou R$ 12,2 bilhões na economia do Rio de Janeiro. O montante representa crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025, com R$ 374,5 milhões a mais circulando na economia da cidade.
Os dados fazem parte de um estudo elaborado pelas secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e de Turismo (SMTUR-Rio), em parceria com a Riotur. Durante os quatro primeiros meses do ano, a cidade recebeu aproximadamente 4,5 milhões de turistas.
Desse total, 990,4 mil eram estrangeiros, correspondendo a 22% dos visitantes. Os outros 3,5 milhões, ou 78%, eram turistas brasileiros.
Para Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico do Rio, a cidade vem aumentando sua capacidade de receber visitantes e registrando resultados históricos no setor. Segundo ele, o crescimento do fluxo nacional e internacional, inclusive durante períodos de menor movimentação turística, tem contribuído para a geração de trabalho e renda em diferentes segmentos da economia.
Hospedagem lidera os gastos dos turistas
A maior parte do dinheiro deixado pelos visitantes no período foi destinada à hospedagem e ao alojamento. O segmento respondeu por 40% de toda a movimentação, alcançando aproximadamente R$ 5 bilhões.
Restaurantes e bares ficaram na segunda posição, com R$ 2,9 bilhões, equivalentes a 24,9% do total. Já entretenimento e lazer, incluindo festas, atrações turísticas e outras atividades, movimentaram R$ 1,9 bilhão, ou 15,9%.
O transporte e os deslocamentos representaram R$ 879,2 milhões, correspondendo a 7,4% dos gastos. As compras de produtos, como roupas e lembranças, somaram R$ 595,3 milhões, enquanto outros gastos chegaram a R$ 865,3 milhões.
Essa última categoria reúne despesas com alimentos e bebidas adquiridos fora de bares e restaurantes, combustível e serviços de telecomunicações, como telefonia e internet.
Galeão ajuda a ampliar a procura
A retomada das operações no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, também é apontada pelo setor turístico como um dos fatores que favorecem o aumento da chegada de estrangeiros.
A ampliação da oferta de voos facilita o acesso de visitantes internacionais e pode tornar o Rio mais competitivo diante de outros destinos turísticos. Com mais conexões disponíveis, a cidade consegue ampliar sua capacidade de receber viajantes de diferentes mercados.
O trabalho de divulgação promovido pelos órgãos públicos também tem papel importante na estratégia de manter o destino em evidência. A combinação entre conectividade aérea, promoção turística e atrações já consolidadas contribui para sustentar a procura pela capital fluminense.











