A demência afeta cerca de 57 milhões de pessoas no mundo, com aproximadamente 10 milhões de novos casos a cada ano. Diante desse cenário, a Organização Mundial da Saúde revisou suas diretrizes de prevenção, que não eram atualizadas desde 2019. As novas recomendações incorporam evidências científicas recentes e reforçam que mudanças de hábitos e cuidados com a saúde podem reduzir o risco da doença.
Uma das atualizações mais relevantes diz respeito à saúde auditiva. A entidade passou a recomendar o uso de aparelhos auditivos quando necessário, com base em estudos que associam a perda de audição a um risco maior de declínio cognitivo.
A relação entre os dois fatores já havia sido observada em pesquisas anteriores. Um estudo publicado no The Lancet em 2020, por exemplo, apontou essa associação e colocou a saúde auditiva entre os elementos importantes para a prevenção.
Por outro lado, a organização descartou o uso de vitaminas e suplementos como forma de prevenção para pessoas sem deficiência nutricional. Não há evidências suficientes para associar o consumo de vitaminas B ou E, ácidos graxos e ômega-3 à redução do risco de demência. Esses produtos não devem ser apresentados como forma comprovada de evitar a doença.
Como evitar fatores de riscos
Não existe cura, mas alguns fatores de risco podem ser modificados. As novas diretrizes recomendam reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, evitar o tabaco, manter a atividade cognitiva ativa com leitura, convívio social e prática de instrumentos musicais, praticar exercícios físicos regularmente, controlar doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto, e seguir uma dieta saudável.
A organização também incluiu pela primeira vez a poluição do ar entre os fatores a serem evitados, destacando a importância de reduzir a exposição a níveis elevados de poluentes.











