O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais iniciou a operação oficial do Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera, o Monan. Fruto de três anos de desenvolvimento e testes, o sistema está rodando no supercomputador Jaci, instalado no centro de dados do instituto em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo. Com isso, as previsões meteorológicas brasileiras passam a ter precisão comparável à de órgãos de referência dos Estados Unidos e da Europa.
O Monan foi elevado à categoria de produto operacional de previsão numérica de tempo, contemplando a primeira entrega do programa: previsões globais de médio prazo, para os próximos 11 dias. O modelo tem resolução espacial quase uniforme de 10 quilômetros e cobertura global, com duas atualizações diárias, às 00h e 12h UTC.
A conquista é resultado de mais de três anos de trabalho, que percorreu desde a concepção da arquitetura até a fase recente de testes pré-operacionais.
Esse percurso foi possível com a elevação da capacidade de supercomputação proporcionada pelo Jaci, instalado em Cachoeira Paulista. Com processamento mais rápido que o sistema anterior e capacidade para executar modelos de alta resolução, o Jaci é o primeiro dos quatro sistemas de supercomputação previstos no projeto Risc, que modernizará o data center científico do instituto.
Monan mostrou-se significativamente superior ao BAM
Após avaliações, o Monan mostrou-se significativamente superior ao BAM, modelo global utilizado atualmente, e competitivo internacionalmente. As previsões do BAM continuarão a ser geradas temporariamente para que os usuários façam a transição de forma gradual.
A consolidação do Monan como modelo operacional completa o primeiro ciclo de entregas do programa, fruto do trabalho de servidores de diferentes divisões do instituto, com suporte de coordenações internas e parceria com o National Center for Atmospheric Research dos Estados Unidos.











