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Pequena vila com 350 moradores decide se separar do Reino Unido e passa a se chamar “Principado de Piddington”

Por Pedro Silvini
18/09/2026
Em Geral
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cidade vila

Foto: (Reprodução/Piddington Village)

Uma pequena vila de Oxfordshire, no interior da Inglaterra, decidiu simbolicamente declarar independência do Reino Unido após uma votação organizada entre seus moradores. Piddington, que tem cerca de 350 habitantes, registrou 285 votos favoráveis à separação, enquanto apenas 26 pessoas rejeitaram a proposta. Houve ainda uma cédula anulada, em uma participação de quase 92% do eleitorado local.

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A mobilização ocorreu em meio à insatisfação dos moradores com os planos do governo de acomodar 1.256 homens solicitantes de asilo em uma antiga instalação militar localizada nas proximidades da vila. A consulta, porém, não tem poder legal para retirar Piddington do Reino Unido e foi organizada como uma manifestação simbólica de oposição à decisão.

Os moradores foram convidados a depositar seus votos em uma pequena urna instalada do lado de fora do salão comunitário. O resultado foi anunciado na manhã de quarta-feira (16), diante de dezenas de moradores e jornalistas que se reuniram no local.

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Vila quer levar “independência” adiante

Após a divulgação do resultado, a vice-presidente do conselho paroquial, Susannah Parden, celebrou a votação e afirmou: “Somos Piddington, a vila que ruge”.

O presidente do conselho paroquial, Tim McNally, também classificou a consulta como uma demonstração de participação popular. Segundo ele, o grupo começou a mobilização em julho como uma iniciativa considerada improvável de obter grande adesão.

A iniciativa ganhou contornos ainda mais simbólicos com a possibilidade de Piddington adotar uma nova identidade. O vereador paroquial Joe Marshall afirmou que a comunidade pode até eleger líderes para o novo território autodeclarado e mudar oficialmente o nome da vila, ao menos dentro da proposta simbólica.

vila
Foto: (Reprodução/The Sun)

Uma das ideias mencionadas é chamar a comunidade de “Principado de Piddington”, em referência ao Principado de Sealand, uma micronação autodeclarada localizada em uma antiga plataforma marítima. Marshall citou a possibilidade de criar símbolos próprios, como equipes esportivas, selos e cartões de cidadania simbólicos.

Segundo ele, a intenção também seria incentivar outras comunidades que discordam de decisões relacionadas à instalação de migrantes a adotar iniciativas semelhantes para pressionar o governo.

Protesto ganhou apoio político

A votação aconteceu poucos dias depois de líderes nacionalistas da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte se unirem para defender a independência de seus respectivos territórios. No caso de Piddington, entretanto, o movimento tem origem em uma questão local e não representa um processo constitucional de separação do Reino Unido.

O primeiro-ministro Andy Burnham afirmou compreender a “força do sentimento” demonstrada pelos moradores, mas defendeu que as decisões sobre acolhimento de solicitantes de asilo precisam considerar a distribuição das responsabilidades entre diferentes regiões.

Burnham também afirmou que o governo pretende reduzir o número de travessias irregulares e cumprir o compromisso de encerrar o uso de hotéis para acomodar refugiados e solicitantes de asilo. Segundo o primeiro-ministro, essas medidas exigem decisões difíceis e devem levar em conta a necessidade de dividir os esforços entre comunidades de todo o país.

Já o secretário de Interior do gabinete-sombra, Chris Philp, classificou a votação como um “alerta” para o governo. Depois de visitar Piddington durante a semana, ele afirmou que o resultado estaria enviando uma mensagem em nome de outras partes do país que também se opõem à forma como os imigrantes são acomodados.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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