Pela primeira vez, paleontólogos encontraram e identificaram os fósseis de um Diplodocus, o famoso dinossauro de pescoço compido (aquele do Jurassic Park), na Europa. Até então, os cientistas só tinham encontrado restos mortais desse gênero* de dinossauro nos Estados Unidos, acreditando por isso que esses animais só tinham existido na América do Norte. Mas essa nova descoberta, feita no sítio paleontológico de La Tejería, no leste da Espanha, e descrita no Journal of Vertebrate Paleontology, mostra que esses dinossauros, os maiores animais terrestres que já existiram no planeta, existiam em mais regiões do que se imaginava.
*Na classificação de seres vivos, gênero é um grupo maior que reúne várias espécies com características semelhantes.
De acordo com o Metrópoles, os fósseis encontrados foram 14 vértebras e alguns outros ossos que sustentavam a cauda do animal. Mesmo sem ter o esqueleto completo, os pesquisadores conseguiram identificar característicias do gênero dos Diplodocus, mas ainda não conseguiram precisar a qual espécie os restos mortais pertenciam (esse deve ser o próximo passo dos estudos envolvendo esses fósseis).
Como esses dinossauros foram parar na Europa?
Segundo o DW, na época em que os dinossauros existiam, os continentes ainda estavam começando a se separar e a se tornar o que conhecemos hoje. Durante esse processo, cientistas teorizam que ainda existiam “pontes” terrestres temporárias que permitiram que esses animais transitassem entre a América do Norte e a Europa. Inclusive, uma hipótese é de que existia uma ponte terrestre ligando o que hoje é o Canadá à Península Ibérica, onde fica a Espanha e onde esses fósseis foram encontrados.
“Esta descoberta constitui a primeira evidência de Diplodocus fora da América do Norte (Formação Morrison) e é uma das provas mais fortes que sustentam o intercâmbio de faunas continentais entre a América do Norte e a Europa durante o Jurássico Superior”, afirma trecho do estudo











