Porto Alegre é a capital com maior proporção de trabalhadores em home office no Brasil. Em 2025, 18,7% dos ocupados da cidade trabalhavam principalmente de casa, quase uma em cada cinco pessoas. Recife aparece em segundo, com 15,4%, e Belo Horizonte em terceiro, com 15,2%.
Florianópolis, que liderou o ranking nos três anos anteriores, caiu para quarto, com 13,7%. Na sequência vêm Curitiba, com 12,3%, Belém, com 11,9%, Fortaleza, com 11,8%, e Goiânia e João Pessoa, com 11,6% cada. O Rio de Janeiro está em 12º, com 10,3%.
São Paulo tem o maior número absoluto de trabalhadores em home office, com 543 mil pessoas. Mas, quando se considera a proporção de ocupados, a capital paulista aparece apenas em 18º, com 9,3%.
Em 2022, São Paulo tinha 15,9% dos ocupados nessa condição. Desde então, a proporção caiu para 11,7% em 2023, 10,2% em 2024 e 9,3% em 2025. Belém recuou de 15,6% para 11,9%, e Vitória caiu de 16,9% para 9,3%.
6,65 milhões de brasileiros trabalham principalmente de casa
No total, 6,65 milhões de brasileiros trabalham principalmente de casa, o equivalente a 7,9% dos ocupados. Em 2012, o índice era de 3,6%. O recorde foi em 2022, com 8,4%, e desde então o percentual recua lentamente. Os dados são da Pnad Contínua e foram divulgados pelo IBGE.
A pesquisa pergunta onde o trabalhador exerce principalmente sua atividade. Por isso, o índice de 7,9% não abrange todos os que fazem algum trabalho remoto. Quem adota regime híbrido, mas passa mais tempo no escritório, pode ter indicado o ambiente da empresa como local principal. Em 2025, 60% dos ocupados trabalhavam no estabelecimento do próprio empreendimento.
Outros 13,8% atuavam em local designado pelo patrão ou freguês, e 8,4% estavam em fazendas, granjas ou chácaras. Os que trabalhavam de casa somavam 7,9%. Veículos eram o principal local para 5%, áreas públicas para 2,1%, e outros locais para 2,6%.











