Aos 18 anos, Eike Fuhrken Batista da Silva começou a vender seguros de porta em porta na Alemanha, onde passava períodos com a família materna. Nascido em Governador Valadares, Minas Gerais, em 3 de novembro de 1956, ele era filho de mãe alemã e pai brasileiro. Uma reportagem de revista que leu naquela época marcou sua vida.
A reportagem o levou a abandonar a faculdade e voltar ao Brasil em busca de ouro. Essa decisão foi o ponto de partida para uma carreira que décadas depois o colocaria entre os homens mais ricos do planeta.
A ascensão do grupo EBX
Batista construiu um império nos setores de mineração, petróleo, gás, logística, energia, indústria naval e carvão mineral. A OGX, sua empresa petrolífera, descobriu petróleo no pré-sal em águas rasas na Bacia de Santos, um feito inédito no Brasil.
Em 2012, sua fortuna era estimada em US$ 30 bilhões, o que o colocava na sétima posição do ranking das maiores fortunas do mundo, segundo a Forbes.
O empresário fundou e presidiu o grupo EBX, que consolidou negócios em múltiplos segmentos. Um ano depois, porém, a situação começou a desabar: a petroleira OGX, alicerce do conglomerado, desistiu de suas operações na Bacia de Campos. As ações da companhia, que já caíam havia meses, desabaram.
A queda e seus desdobramentos
O colapso da OGX arrastou rapidamente as demais empresas do grupo EBX. Em janeiro de 2017, Batista foi preso em um desdobramento da Operação Lava Jato e, no mês seguinte, tornou-se réu pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A trajetória de Batista, iniciada na juventude em busca de fortuna, terminou em um dos maiores escândalos corporativos do Brasil.











