Depois de perder a esposa, Falguni Devi, Dashrath Manjhi decidiu abrir uma passagem na montanha para facilitar o acesso da aldeia a serviços médicos. A distância até os hospitais dificultava o atendimento adequado e motivou o trabalho que mudaria a vida de moradores de toda a região na Índia.
Em Gehlaur, no estado de Bihar, moradores precisavam atravessar a montanha por desvios de dezenas de quilômetros para chegar a serviços essenciais. Para evitar que outras famílias sofressem o mesmo, Manjhi pegou um martelo e um cinzel, suas únicas ferramentas, e começou a trabalhar em 1960.
Duas décadas de trabalho na rocha
Durante 22 anos, Manjhi golpeou a pedra com um martelo e um cinzel, sem maquinaria ou ajuda mecânica. A população local precisava percorrer uma rota sinuosa de 55 quilômetros para atravessar a área montanhosa e chegar a outras partes do distrito de Gaya, onde ficavam serviços médicos e comerciais.
O trabalho resultou em um caminho de 110 metros de comprimento, 9,1 metros de largura e 7,7 metros de profundidade, aberto diretamente na rocha. A passagem conectou os blocos de Atri e Wazirganj e facilitou o acesso entre eles.
Transformação de uma região
Segundo o Departamento de Turismo do Governo de Bihar, a passagem reduziu o percurso entre aqueles pontos de 55 para 15 quilômetros. O trajeto, que antes consumia horas, passou a ser percorrido em menos tempo, facilitando o acesso dos moradores a médicos, hospitais e outros serviços.
Manjhi morreu em 2007, aos 73 anos. Um memorial foi posteriormente construído em Gehlaur em sua homenagem, para preservar a memória de sua dedicação e da mudança que provocou na região.











