O atendimento presencial nas agências da Caixa Econômica Federal voltou à normalidade nesta quarta-feira (30 de setembro), encerrando a paralisação iniciada em 10 de setembro que afetou os serviços bancários.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST), em decisão proferida nesta terça-feira (29), reconheceu a legitimidade da greve dos bancários, mas ordenou o retorno imediato dos funcionários sob pena de penalidades. A paralisação começou em 10 de setembro, quando sindicatos e confederações iniciaram a mobilização por melhorias nas condições de trabalho.
A Caixa recorreu à Justiça do Trabalho em 24 de setembro, buscando reverter a paralisação e estabelecer regras sobre quantos funcionários deveriam retomar as atividades durante a negociação.
O que levou ao impasse entre banco e sindicatos
O Saúde Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foram os principais pontos de discordância nas negociações. Os sindicatos rejeitavam as propostas da instituição financeira e mantiveram a mobilização para que suas demandas fossem atendidas.
Os bancários denunciaram que o banco solicitava que a paralisação fosse declarada abusiva, que 80% dos servidores continuassem em atividade e que cada entidade sindical enfrentasse multa diária mínima de R$ 100 mil por descumprimento das determinações.
Antes de ouvir as entidades sindicais, o ministro relator Maurício Godinho Delgado determinou, em liminar, a manutenção de 60% dos funcionários em atividade em cada agência e fixou multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
Ele também rejeitou o pedido da Caixa para proibir manifestações sindicais em frente às unidades. E manteve provisoriamente as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2024 a 2026 até o julgamento do dissídio.
Com a sentença do TST, a Caixa confirmou o encerramento da negociação na esfera judicial e a normalização das operações em todo o país.











