Você provavelmente já ouviu falar que na China só era permitido ter um casal por filho. De fato, a conhecida política do filho único foi uma regra por anos no país asiático, mas a situação mudou desde então. O país, que já foi o mais populoso do mundo inteiro, agora está lidando com a queda constante das suas taxas de fertilidade e está tentando reverter a situação. Uma das medidas curiosas foi um novo imposto sobre as camisinhas (!).
Sim, é isso mesmo que você leu: um novo imposto sobre os preservativos para tentar aumentar de novo as taxas de natalidade. E esse novo imposto não é apenas sobre as camisinhas, mas também sobre pílulas anticoncepcionais e outros contraceptivos.
De acordo com texto do The Conversation, escrito pelo professor de sociologia Dudley L. Poston Jr., explica que, desde o começo deste ano, os contraceptivos na China estão submetidos a um imposto sobre valor agregado de 13%. Por outro lado, o país tornou serviços como creches e agências de casamento isentos de impostos, mais uma medida para tentar reverter as quedas nas suas taxas de fertilidade.
No ano passado, o governo chinês alocou US$ 12,7 bilhões para um programa nacional de creches, além de conceder um pagamento único para famílias de mais de US$ 500 a cada criança de até três anos.
Taxas de fertilidade da China despencaram
Segundo a AFP, a taxa de natalidade da China caiu ao nível mais baixo já registrado em 2025. Foram 7,92 milhões nascidos no país asiático no ano passado, 1,62 milhão de nascimento a menos do que em 2024, uma queda de 17%. É o índice mais baixo desde o início da medição da estatística, em 1949. Essa queda continua mesmo com a China tendo encerrado a política do filho único em 2016.




