O modelo tradicional de academia, marcado por treinos repetitivos e pouca interação, começa a perder espaço no Brasil. Diretamente da Austrália, a F45 Training desembarcou no país com a promessa de transformar a rotina de exercícios em experiências curtas, intensas e totalmente guiadas, apostando em tecnologia, senso de comunidade e alto engajamento. A meta é ambiciosa: chegar a mil unidades em território nacional nos próximos anos.
Presente em mais de 70 países, a rede escolheu o Brasil como base para sua expansão na América do Sul. As primeiras unidades já estão em funcionamento no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, e em São Paulo, no bairro de Moema.
A operação brasileira é comandada por Alex Pedron, presidente da F45 no país, que conheceu a marca não como executivo, mas como aluno — experiência que, segundo ele, foi decisiva para a vinda da rede ao mercado brasileiro.
Do cansaço com academias ao comando da expansão
Pedron relata que a ideia surgiu de uma insatisfação pessoal com academias convencionais. Sem motivação para treinos tradicionais, ele conheceu a F45 pelas redes sociais e decidiu experimentar uma aula durante uma viagem aos Estados Unidos.
A vivência foi suficiente para mudar sua relação com o exercício físico. O formato dinâmico, o acompanhamento próximo dos instrutores e o ambiente coletivo despertaram o interesse no modelo de negócio. Pouco tempo depois, ele se tornou sócio de uma unidade no exterior e, em seguida, assumiu a master franquia da marca no Brasil e na América do Sul.
Treinos curtos, intensos e guiados
Fundada em 2011, na Austrália, a F45 — sigla para Fitness 45 — desenvolveu um sistema de treinos funcionais de 45 minutos, que combina HIIT (treinamento intervalado de alta intensidade), força, resistência e cárdio.
Diferentemente das academias tradicionais, todas as aulas são padronizadas, guiadas por instrutores e exibidas em telas, eliminando a necessidade de o aluno montar seu próprio treino. O objetivo é oferecer eficiência, segurança e engajamento em menos tempo.




