A esmagadora maioria das pessoas precisa do alarme do celular para garantir que vai acordar para cumprir as atividades do dia. E é óbvio que ele é indispensável para a maioria de nós, mas você sabia que ele também pode prejudicar muito o seu ciclo do sono, o ciclo circadiano, principalmente quando você não dorme a quantidade de tempo adequada?
Isso acontece porque, durante o sono, o seu cérebro continua ativo. Ele diminui a percepção de estímulos externos, mas não desliga totalmente, já que ele continua ativo para caso você precise acordar repentinamente – como quando o seu alarme toca de manhã.
Os perigos de acordar com o alarme
Mas acordar com esse “susto” não é uma boa ideia. Ao Metrópoles, o neurologista Lucio Huebra, do Hospital Sírio-Libanês, explica que acordar de repente aumenta a liberação de cortisol, o hormônio do estresse, e aumenta os batimentos cardíacos e a pressão, podendo, a longo prazo, sobrecarregar o nosso sistema cardiovascular. Outro ponto é que, quando acordamos de um sono mais profundo com alarma, podemos despertar em um estado de confusão mental, com aquela demora para reconhecer onde estamos e que horas são.
Além disso, se você está constantemente dormindo menos do que deveria – e dependendo do alarme para levantar -, você pode sofrer de privação do sono crônica, que afeta a imunidade e eleva o risco de doenças, como infecções, hipertensão e diabetes, e até antecipar predisposições genéticas do seu organismo.
O alarme precisa ser uma garantia que você vai acordar, ou um lembrete, mas o correto é que você já esteja começando a acordar quando ele toca (sabe aqueles minutinhos de “só mais um pouquinho”?).



