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Adeus, Heineken: cervejaria confirma fim de ciclo em maio

Por Pedro Silvini
25/01/2026
Em Geral
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Heineken

A Heineken confirmou o encerramento de um ciclo em sua liderança global. Após meses de queda nas vendas e pressão do mercado, a cervejaria holandesa anunciou que o presidente-executivo Dolf van den Brink deixará o cargo no dia 31 de maio. A saída ocorre em um momento delicado para a companhia, marcado por retração do consumo, números no vermelho e perda de confiança de investidores.

A renúncia foi anunciada no início de janeiro e surpreendeu analistas e acionistas. Logo após a confirmação, o Conselho de Administração informou que iniciou a busca por um novo CEO, em um processo considerado atípico para a empresa, que tradicionalmente planeja sucessões com antecedência.

Os dados financeiros ajudam a explicar o clima de tensão. Entre julho e setembro de 2025, a Heineken registrou queda global de 4,3% no volume de vendas, em meio à inflação persistente, incertezas econômicas e retração do consumo. No Brasil, o cenário foi ainda mais severo, com queda de vendas em dois dígitos, segundo a própria companhia.

No terceiro trimestre, as receitas somaram 8,7 bilhões de euros, representando recuo de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a receita líquida caiu 0,3%, reforçando a percepção de fragilidade no desempenho operacional.

Dolf van den Brink (Reprodução/Getty Images)

O que diz o CEO

Em comunicado oficial, Dolf van den Brink reconheceu as dificuldades enfrentadas pela empresa.
“A volatilidade macroeconômica aumentou e criou um ambiente desafiador. Nas Américas, o mercado de cerveja está realmente enfraquecendo”, afirmou o executivo.

Em outra nota, ele justificou a decisão de deixar o cargo:
“A Heineken chegou a um estágio em que uma transição na liderança servirá melhor à empresa na execução de suas ambições de longo prazo”, declarou van den Brink.

O executivo, que assumiu o comando em junho de 2020, em plena pandemia da Covid-19, permanecerá como consultor da companhia por oito meses a partir de junho.

Desempenho abaixo dos rivais

Desde a chegada de van den Brink à presidência, as ações da Heineken apresentaram desempenho inferior ao de concorrentes diretas, como a AB InBev, controladora da Ambev, e a Carlsberg. Nos últimos cinco anos, os papéis da cervejaria holandesa acumulam queda superior a 25%.

A empresa também já sinalizou ao mercado que deve encerrar o balanço anual com retração de 2% a 3% no volume total de cerveja vendido, além de crescimento de lucro no piso das projeções anteriores.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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