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Adeus, Instagram gratuito: rede social agora será paga caso você queira usar recursos avançados

Por Pedro Silvini
07/03/2026
Em Geral
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Instagram

(Reprodução/Instagram)

A Meta confirmou que está preparando uma nova rodada de assinaturas para suas principais plataformas (Instagram, Facebook e WhatsApp), marcando mais um passo na tendência de monetização das redes sociais. A novidade deve ser implementada gradualmente nos próximos meses e dará acesso a recursos avançados para usuários que optarem por pagar.

Segundo informações divulgadas pelo TechCrunch após contato com a empresa, os novos planos serão independentes do Meta Verified — serviço já existente voltado à verificação de identidade e segurança. A proposta agora é oferecer funcionalidades extras, ferramentas criativas e maior controle de uso mediante assinatura.

No caso do Instagram, indícios encontrados pelo desenvolvedor Alessandro Paluzzi revelam algumas das funções em teste. Entre elas estão:

  • Criação de listas de audiência ilimitadas;
  • Visualização de Stories de forma anônima;
  • Acesso à lista de seguidores que não seguem o perfil de volta.

As ferramentas sugerem foco em usuários que buscam mais controle estratégico sobre o público, especialmente criadores de conteúdo e influenciadores digitais.

A Meta afirma que os pacotes terão conjuntos distintos de funcionalidades e que a assinatura desbloqueará mais produtividade, criatividade e recursos expandidos de inteligência artificial.

WhatsApp e Facebook também terão versão premium

Para o WhatsApp e o Facebook, os detalhes ainda não foram oficialmente divulgados. No entanto, o mercado especula que os planos pagos possam incluir redução ou remoção de publicidade em áreas específicas, como Canais e Status do WhatsApp.

A empresa também estuda cobrar por funcionalidades avançadas de inteligência artificial. Um dos exemplos citados é o Vibes, sistema de geração de vídeos que hoje é gratuito, mas pode passar a ter recursos adicionais liberados apenas para assinantes.

Além disso, a Meta pretende integrar aos seus produtos o agente de IA Manus, adquirido recentemente por cerca de US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 10,5 bilhões). A tecnologia poderá ser oferecida tanto dentro das plataformas quanto em planos corporativos independentes.

Nova estratégia de receita

O movimento reforça a estratégia da Meta de diversificar fontes de receita além da publicidade digital. A empresa já testa modelos pagos em alguns mercados e utiliza a experiência adquirida com o Meta Verified para aprimorar o novo formato de assinatura.

Apesar do potencial de aumentar o faturamento, a iniciativa também pode gerar resistência entre usuários, que já convivem com múltiplos serviços pagos no ambiente digital.

A Meta informou que pretende ouvir a comunidade e coletar feedback durante a implementação dos novos planos. Ainda não há confirmação de preços ou datas exatas de lançamento no Brasil.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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