Os tradicionais sachês de ketchup, mostarda, maionese e outros condimentos usados em bares e restaurantes começam a ser eliminados em diversos países a partir de agosto de 2026. A mudança faz parte de uma nova regulamentação da União Europeia que busca reduzir o impacto ambiental das embalagens descartáveis.
A regra integra o chamado Regulamento de Embalagens e Resíduos (PPWR) e passa a valer automaticamente em todos os países do bloco, sem necessidade de leis nacionais adicionais.
Os sachês descartáveis entraram na mira de autoridades por dois motivos principais: poluição e higiene. Produzidos, em geral, com papel plastificado ou materiais de difícil reciclagem, esses itens acabam sendo descartados após um único uso e raramente são reaproveitados.
Além disso, estudos apontam riscos sanitários. Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro identificou contaminação em grande parte dessas embalagens: mais de 70% apresentavam fungos e cerca de 82% tinham bactérias na parte externa.
Regras mais rígidas até 2030
A partir de agosto de 2026, começam as primeiras restrições no continente europeu. No entanto, a proibição mais ampla está prevista para 2030, quando será vetado o uso de embalagens individuais de condimentos em estabelecimentos como restaurantes, bares e hotéis.
A legislação também estabelece metas ambientais, como a redução de pelo menos 5% no lixo de embalagens por pessoa até 2030 e a exigência de que 100% das embalagens sejam recicláveis.
Entre os itens já incluídos na proibição estão sachês de molhos, conservas, cremes e até açúcar. O sal, embora não citado diretamente, pode ser incluído futuramente.
Mudanças no consumo e no setor
Para substituir os sachês, estabelecimentos devem adotar alternativas como dispensadores reutilizáveis ou embalagens retornáveis. No setor de delivery, as regras serão aplicadas de forma gradual, permitindo o uso temporário de porções individuais.
A partir de 2027, clientes também poderão levar seus próprios recipientes para retirada de alimentos, e os estabelecimentos deverão aceitar essa prática sem cobrança adicional.
A medida já influencia outros países fora da União Europeia, como Estados Unidos e Canadá, que adotam iniciativas para reduzir o uso de plásticos descartáveis. A tendência indica uma mudança global no modelo de consumo, com foco em sustentabilidade e redução de resíduos.




