A farmacêutica brasileira EMS, em colaboração com a suíça Idorsia, está prestes a introduzir uma inovação no tratamento da insônia no Brasil. O daridorexante, conhecido como Quviviq, aguarda a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é projetado para transformar a abordagem dos distúrbios do sono no país.
Com previsão de lançamento para meados de 2027, a EMS planeja distribuir o medicamento em território nacional, inicialmente importado da Suíça.
O daridorexante é um antagonista dos receptores de orexina, bloqueando substâncias que mantêm o cérebro em estado de vigília. Isso facilita a transição para o sono sem os efeitos colaterais comuns em benzodiazepínicos e drogas Z, diminuindo o risco de dependência.
Esta nova abordagem terapêutica promete oferecer um sono com menos cansaço residual, melhorando consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes.
Projeções de mercado
As expectativas para o daridorexante são elevadas no mercado brasileiro. A EMS investe em tecnologias inovadoras com foco em distúrbios do sono. A empresa visa vender a substância também no México até 2028, em um movimento que oferece respostas às demandas por novas terapias.
A produção inicial do medicamento será na Suíça, mas a EMS já estuda oportunidades para fabricar localmente. Isso depende, porém, de acordos para a transferência de tecnologia, algo ainda não autorizado pela Idorsia.
Desafio da insônia no Brasil
A insônia afeta cerca de 15% da população brasileira, segundo estudos recentes. Esse distúrbio está ligado a problemas de saúde, como risco cardiovascular e baixa produtividade. Portanto, o novo medicamento pode representar não só uma melhora individual na qualidade do sono, mas também um alívio para o sistema de saúde brasileiro.
A EMS também lançou análogos do GLP-1 para tratar diabetes e obesidade, demonstrando sua capacidade em atender as necessidades de saúde pública com inovações importantes.




