A dúvida é comum: água com gás pode fazer mal como refrigerante? Embora as duas compartilhem o mesmo aspecto efervescente, a semelhança termina nas bolhas. Segundo especialistas, a água mineral gaseificada é uma opção saudável de hidratação, enquanto os refrigerantes estão entre as bebidas com maior potencial de impacto negativo para a saúde.
A água com gás é basicamente água mineral acrescida de dióxido de carbono (CO₂) — o gás responsável pelas bolhas. Ela pode ser naturalmente gaseificada, em fontes minerais, ou receber o gás artificialmente durante o envase. Por não conter açúcar, adoçantes, cafeína ou aditivos químicos, mantém um sabor leve e neutro.
Já os refrigerantes, mesmo os “zero açúcar”, possuem diversos aditivos industriais, como acidulantes (ácido fosfórico), aromatizantes, corantes e, em muitos casos, cafeína. Esses compostos alteram o pH do organismo, afetam o metabolismo e, quando consumidos em excesso, aumentam o risco de doenças crônicas.
“A primeira coisa que se deve observar no rótulo é o teor de açúcar”, alertam nutricionistas.
Uma lata de refrigerante comum contém cerca de 39 a 44 gramas de açúcar, o equivalente a 10 colheres de chá. Já a água com gás não tem nenhuma.
O perigo dos aditivos: fósforo, cafeína e adoçantes
O ácido fosfórico, usado nos refrigerantes para acentuar o sabor, é apontado como um dos principais vilões. Em excesso, ele pode comprometer a absorção de cálcio e enfraquecer os ossos, especialmente em pessoas com dietas pobres em cálcio.
Além disso, bebidas como colas contêm cafeína, que em excesso provoca aumento da pressão arterial, ansiedade e distúrbios do sono.
Nos refrigerantes “diet” ou “zero”, o açúcar é substituído por adoçantes artificiais — substâncias que, embora aprovadas por órgãos reguladores, ainda geram controvérsia sobre os efeitos a longo prazo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda moderação no consumo dessas alternativas.
E quanto aos químicos invisíveis?
Alguns estudos recentes encontraram traços de PFAS — compostos químicos persistentes no ambiente — em marcas específicas de águas gaseificadas, como La Croix e Topo Chico, nos Estados Unidos. No entanto, especialistas explicam que a carbonatação em si não é a causa, e sim a qualidade da água utilizada.
“Esses compostos também podem estar presentes em águas sem gás, dependendo da fonte. O problema não é o gás, mas a contaminação ambiental”, explicam pesquisadores.




