Com o avanço da idade, especialmente após os 40 anos, o corpo passa por mudanças naturais: perda de massa magra, redução da produção de colágeno e maior tendência à flacidez e ao inchaço corporal. Nesse cenário, a prática regular de atividade física deixa de ser apenas uma questão estética e passa a ser fundamental para a saúde, a mobilidade e a qualidade de vida.
Embora a musculação continue sendo a principal recomendação dos especialistas para preservar músculos e ossos, um outro tipo de exercício vem chamando atenção de médicos, fisiologistas e do público em geral: o treinamento com eletroestimulação muscular (EMS ou NMES).
Popularizado por celebridades e vídeos virais nas redes sociais, o treino com coletes de eletroestimulação chegou ao Brasil em 2017, vindo da Alemanha, e rapidamente ganhou espaço em academias especializadas. A proposta é simples: estimular músculos por meio de impulsos elétricos enquanto o praticante executa movimentos semelhantes aos da musculação tradicional.
Um estudo recente reforçou o interesse pela técnica. A meta-análise publicada no European Journal of Applied Physiology apontou que o uso da estimulação elétrica neuromuscular associada ao treino de resistência gera ganhos maiores de força e massa muscular quando comparado ao treino convencional isolado.
Outro atrativo é o tempo: as sessões duram cerca de 20 minutos, período no qual até 350 músculos são estimulados simultaneamente. Isso ajuda a explicar por que a modalidade tem sido apontada como aliada no combate à flacidez e à retenção de líquidos, contribuindo para a sensação de “desinchar” o corpo.
Benefícios e limites do método
Originalmente, a eletroestimulação era usada em processos de reabilitação e recuperação pós-operatória. Hoje, o método evoluiu e passou a integrar rotinas de condicionamento físico, especialmente entre pessoas com pouco tempo disponível ou que buscam estímulos diferentes.
Apesar dos benefícios, especialistas alertam: o EMS não substitui a musculação tradicional, principalmente para indivíduos saudáveis. Isso porque a intensidade real da contração muscular provocada pela corrente elétrica costuma variar entre 10% e 60% da força máxima voluntária, devido ao desconforto causado pela estimulação dos nervos sensoriais.
Ainda assim, quando bem aplicado, o método fortalece o corpo e pode funcionar como um complemento eficiente para melhorar o desempenho em outros exercícios físicos.




