Um cãozinho da zona oeste do Rio, o Teodoro, é um dos participantes de um teste clínico inédito no Brasil, que utiliza uma proteína chamada polilaminina para estimular a regeneração de conexões nervosas, podendo ser usada em tratamentos de paralisia. Teodoro tinha perdido o movimento das patas traseiras depois de uma lesão na medula.
No teste em questão, Teodoro e mais cinco cachorros receberam uma injeção de polilaminina diretamente na coluna vertebral. De acordo com matéria do Fantástico, em seis meses, quatro dos animais, incluindo o Teodoro, apresentaram melhora na capacidade motora. “O Teodoro tá aí, tá reagindo, tá superando as expectativas e eu acredito que muito em breve, né, ele vai conseguir andar sem nenhum tipo de aparelho, né?”, comemorou o tutor do animalzinho, Admílson Santos, ao Fantástico, em matéria exibida em agosto do ano passado.
A pesquisa envolvendo a polilaminina está sendo liderada pela professora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O que é polilaminina?
A polilaminina é um proteína presente no nosso corpo em vários lugares, ficando do lado de fora das células e sinalizando para as células o que elas têm que fazer, resume a professora Tatiana Sampaio. Em casos de lesão na medula, os axônios não conseguem se regenerar sozinhos e os pesquisadores tiveram a ideia de usar a polilaminina para recriar esse caminho, permitindo que os sinais nervosos voltem a circular e a regenerar a lesão.
“A proteína foi extraída de placentas e ‘turbinada’ em laboratório para formar uma malha capaz de estimular a regeneração”, explica o Fantástico.
Em janeiro deste ano, a Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) aprovou os primeiros ensaios clínicos da proteína em seres humanos. Os testes estão atualmente na primeira fase.




