Famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) terão um novo benefício confirmado ainda em janeiro. A partir do dia 26, o governo federal inicia a segunda etapa do programa Gás do Povo, que vai liberar a recarga gratuita de botijões de 13 kg para 950 mil famílias, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). A iniciativa substitui o Auxílio Gás e amplia significativamente o alcance da política pública.
O Gás do Povo foi criado para garantir o acesso ao gás de cozinha de forma periódica a famílias de baixa renda. Na primeira fase do projeto-piloto, realizada em novembro de 2025, cerca de 1 milhão de famílias foram atendidas em 10 capitais.
Com a nova etapa, que começa em 26 de janeiro, o benefício chega a 17 capitais que não participaram da fase inicial, elevando o total de famílias atendidas no piloto para aproximadamente 1,95 milhão.
Fim do Auxílio Gás e expansão nacional
A partir de fevereiro de 2026, o programa entra em uma fase decisiva: a substituição definitiva do Auxílio Gás. As famílias que hoje recebem o benefício em dinheiro migrarão automaticamente para o modelo de gratuidade do botijão via vale, sem necessidade de novo cadastro.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, a expansão para todos os 5.571 municípios brasileiros ocorrerá ao longo de fevereiro. Em nota, a pasta afirmou:
“A expansão seguirá em março de 2026, conforme a disponibilidade orçamentária, incluindo também as famílias elegíveis que não eram beneficiárias do Auxílio Gás, com expectativa de alcançar mais de 15,5 milhões de famílias.”
Atualmente, o Auxílio Gás atende cerca de 5,1 milhões de famílias. Com o novo formato, o número de beneficiários deve triplicar.
Adesão das revendedoras preocupa o governo
Apesar da ampliação, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanha com cautela o ritmo de adesão das revendedoras de gás, etapa essencial para o funcionamento do programa. A participação das empresas é voluntária, e há diferenças expressivas entre as capitais.
Dados obtidos pela Folha mostram que cidades como Fortaleza (71%) e Salvador (62%) têm alta adesão, enquanto Goiânia (34%) e Natal (43%) registram índices mais baixos.
O presidente do Sindigas, Sergio Bandeira de Mello, afirma que o valor pago pelo governo é determinante para a decisão das empresas:
“Algumas não desejaram aderir, o que é legítimo. O valor pago pelo governo é um fator decisivo”, disse.
“Tudo indica que os números devem flutuar ao longo do programa”, completou, apostando em uma “corrida por adesão” nas próximas fases.




