Quem quer sair do aluguel e conquistar a casa própria pode contar com vantagens que vão além do financiamento facilitado no Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O programa habitacional do governo federal reúne ao menos três benefícios extras que ajudam a reduzir custos e tornar a compra do primeiro imóvel mais acessível.
Segundo especialistas do setor imobiliário, esses incentivos podem representar economia significativa já no início do processo de aquisição.
O principal benefício é o subsídio habitacional. Famílias que se enquadram nas faixas de renda do programa podem receber até R$ 55 mil, valor concedido pelo governo para ajudar na compra do primeiro imóvel.
Na prática, o subsídio pode ser usado para diminuir o valor da entrada ou reduzir o total financiado, encurtando o caminho até a assinatura do contrato.
Desconto no registro e taxas
Outro bônus importante é o desconto nas despesas de cartório. Quem compra o primeiro imóvel para moradia pode ter redução nas taxas de registro e, em algumas cidades, até abatimento no ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis).
Como essas taxas costumam pesar no orçamento, o desconto representa um alívio financeiro relevante para as famílias.
O programa também oferece taxas de juros abaixo das praticadas no mercado tradicional, especialmente para famílias de renda mais baixa. Com parcelas menores, o valor total pago ao longo dos anos diminui, tornando o financiamento mais sustentável.
Apesar da expectativa de queda da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, o governo informou que não há previsão de novas reduções nas taxas do MCMV. Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, os juros do programa já estão no menor nível da história.
Expansão do programa
O Minha Casa, Minha Vida vive uma fase de expansão. De acordo com o Ministério das Cidades, a meta é contratar um milhão de novas unidades habitacionais por ano, totalizando três milhões de imóveis financiados entre 2023 e 2026. Para 2027, há previsão de mais um milhão de moradias.
O programa também foi ampliado e passou a atender famílias com renda de até R$ 12 mil por mês, incluindo parte da classe média. Atualmente, o MCMV responde por cerca de 85% dos lançamentos imobiliários no país, segundo o governo.




