Pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e outras instituições descobriram a Tanyka amnicola, uma nova espécie de anfíbio herbívoro que altera a compreensão sobre dietas de anfíbios antigos.
Os fósseis, datados de 275 milhões de anos, foram encontrados nos estados do Piauí e Maranhão. Este achado permite novos entendimentos sobre as adaptações alimentares dos antigos tetrápodes basais.
Natureza singular da Tanyka amnicola
A Tanyka amnicola, cujo nome significa “mandíbula que mora no rio”, apresenta uma morfologia que nunca foi identificada em outros anfíbios. As mandíbulas, diferentemente das dos anfíbios carnívoros, são adequadas para o consumo de vegetais, notadamente plantas aquáticas.
Essa descoberta não só enriquece o acervo de espécies extintas, mas também lança novos paradigmas sobre a dieta dos tetrápodes primitivos.
Os locais dos achados fósseis, próximos à Floresta Fóssil do Rio Poty, em Teresina, reforçam a importância das condições paleoambientais na evolução das espécies. A classificação da Tanyka amnicola como um tetrápode basal evidencia uma diversidade dietética inesperada nesta fase evolutiva.
Colaboração internacional
A pesquisa contou com a colaboração de cientistas de países como Alemanha, Argentina e Reino Unido, além dos brasileiros. Esta cooperação internacional destaca a relevância do Brasil no cenário global de paleontologia.
A identificação desta espécie propõe uma nova perspectiva dos hábitos alimentares dos anfíbios primordiais.
Os esforços contínuos na região do Piauí prometem trazer novas descobertas, ampliando a compreensão sobre a evolução dos vertebrados. É esperado que futuras explorações revelem dados adicionais sobre essa fascinante linha evolucionária.




