Nos últimos dias, a Praia do Cassino, localizada em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, registrou um aumento significativo de queimaduras provocadas por caravelas-portuguesas. Durante o feriado de Iemanjá, em 2 de fevereiro, ocorreram 576 incidentes, incluindo casos moderados que precisaram de atendimento médico.
Uma das vítimas foi uma menina de 12 anos, que teve queimaduras no tórax. Autoridades locais expressaram preocupação com a crescente frequência desses eventos, atribuída a mudanças climáticas e alterações nas correntes marítimas.
A Physalia physalis, conhecida como caravela-portuguesa, é responsável por muitos acidentes marinhos no Brasil. Seus tentáculos, que podem atingir até 30 metros, liberam uma toxina poderosa que pode causar dor intensa e lesões duradouras na pele.
Normalmente encontradas em regiões tropicais, essas caravelas chegam à costa sul do Brasil devido a ventos e correntes marítimas, especialmente no verão.

A Praia do Cassino é oficialmente reconhecida pelo Guinness World Records desde 1994 como a maior praia do mundo em extensão, com cerca de 254 km de faixa de areia contínua.
Medidas de proteção contra queimaduras de caravelas
Para evitar queimaduras por caravelas-portuguesas, é essencial adotar algumas precauções durante visitas a praias afetadas. Os seguintes passos são recomendados:
- Saia da água de imediato.
- Use luvas ou uma pinça para remover tentáculos da pele.
- Lave a área afetada com água do mar. Nunca use água doce.
- Aplique vinagre na região para minimizar a toxina.
- Procure ajuda médica se a dor persistir ou for intensa.
Esses cuidados ajudam a reduzir os efeitos das queimaduras e possíveis complicações graves, como reações alérgicas severas.
Papel das correntes marítimas
A presença de caravelas-portuguesas nas praias do sul do Brasil tornou-se mais comum. Alterações nas correntes marítimas e nas condições climáticas favorecem a movimentação desses organismos em habitats não tradicionais.
Eventos climáticos, incluindo ressurgências e ventos específicos, trazem as caravelas próximas à costa, aumentando o risco para os banhistas.
Além disso, as mudanças climáticas em curso podem acentuar a frequência dessas aparições. Os banhistas devem seguir orientações de segurança para evitar lesões dolorosas e possivelmente perigosas.




