Você sabia que os vaga-lumes estão em risco de extinção? São mais de três mil espécies desse inseto espalhadas pelo mundo, a maioria aqui no Brasil, mas está cada vez mais difícil encontrar algum desses “pirilampos” piscando por aí.
De acordo com o Jornal Nacional, cientistas afirmam que as principais causas para o desaparecimento gradual da espécie são o “aquecimento global, os desmatamentos, os agrotóxicos e a maior incidência de luzes artificiais com o crescimento das cidades”. Todos esses fatores contribuem para a redução das populações desses pequenos seres.
Stephanie Vaz, coordenadora para América do Sul para proteção dos vaga-lumes, explicou ao JN que esses seres são bioindicadores da qualidade do ambiente. “Ou seja, se é um ambiente bem protegido em níveis de poluição luminosa, é um ambiente bem conservado, ele está indicando ali que aquele ambiente é bom para a vida humana e para a vida desses seres também”, explicou Vaz.
Ela também contou que, na semana passada, participou de um congresso internacional sobre o tema no México e que já existem países que criam santuários para proteger esses seres, mas que, no Brasil, eles ainda não existem. Segundo a coordenadora, os vaga-lumes estão presentes na nossa memória afetiva de infância, mas não mais tanto na nossa realidade, o que vai gerando um esquecimento. Por isso, a intenção da pesquisa dela é justamente trazer isso para as novas gerações.
Por que os vaga-lumes brilham?
Eles produzem essa luz própria por mais de um motivo: atrair presas, assustar predadores ou criar um clima propício para o acasalamento. Essa bioluminescência é resultado de reações químicas causadas pela interação entre substâncias no organismo desses insetos e o oxigênio que eles inalam.




