O aumento dos acidentes com a aranha marrom nos lares brasileiros tem sido uma preocupação crescente. Este aracnídeo, de hábitos noturnos e frequentemente escondido em roupas e frestas dos móveis, possui um veneno potente que pode causar sérios danos, como necrose dos tecidos. Durante os meses mais quentes, principalmente entre outubro e março, os registros desses incidentes aumentam significativamente.

Em 2023, registrou-se que cerca de 12% dos acidentes com animais peçonhentos no Brasil envolviam aranhas, muitos deles com a aranha marrom. A discreta presença deste aracnídeo em casas representa um perigo constante e muitas vezes invisível.
A aranha marrom é um aracnídeo pequeno, medindo geralmente de 3 a 4 cm de diâmetro (incluindo as pernas).
Identificação da picada e sintomas
As picadas da aranha marrom são inicialmente indolores, dificultando sua detecção imediata. As vítimas podem perceber vermelhidão ou inchaço várias horas depois, evoluindo potencialmente para necrose.
Em casos severos, sintomas mais graves como falência renal podem se manifestar. É essencial procurar atendimento médico rápido ao suspeitar de uma picada, para reduzir complicações graves.
Como prevenir acidentes
Prevenir acidentes envolve medidas simples, mas eficazes, como:
- Manter a casa limpa e organizada.
- Inspecionar e sacudir roupas e sapatos antes de usá-los.
- Instalar telas em janelas e evitar o acúmulo de entulho.
Essas práticas ajudam a reduzir o risco de encontrar aranhas dentro de casa. Além disso, a conscientização sobre os riscos associados a esses aracnídeos pode contribuir para minimizar os incidentes.
Em caso de suspeita de picada, procurar atendimento médico imediato é crucial. Embora não haja um soro amplamente disponível, o tratamento dos sintomas e o acompanhamento médico podem prevenir maiores complicações.




