Os brasileiros ainda têm tempo para se adequar ao novo modelo de identificação civil. O RG tradicional continuará válido em todo o país até 2032, conforme determina o Decreto nº 10.977/2022, mas o governo federal já orienta a população a realizar a troca pela Carteira de Identidade Nacional (CIN), que unifica o documento em todo o território nacional e adota o CPF como número único de identificação.
Apesar da mudança no padrão do documento, não há necessidade de urgência imediata. O RG antigo seguirá sendo aceito por órgãos públicos e privados até 31 de dezembro de 2032. A substituição pode ser feita a qualquer momento, de forma gradual, nos institutos de identificação de cada estado.
A partir desse prazo, apenas a CIN será reconhecida como documento oficial de identidade em território nacional.
A principal mudança da nova carteira é a padronização nacional, encerrando a possibilidade de uma mesma pessoa ter diferentes números de RG em estados distintos. Com a CIN, o CPF passa a ser o único número de identificação do cidadão, integrando dados em uma base nacional.
O novo documento também conta com QR Code e zona de leitura automática (MRZ), recursos que facilitam a verificação da autenticidade e ampliam a segurança contra fraudes.
CIN é mais segura contra golpes, aponta estudo
Um levantamento da Serasa Experian indica que a CIN apresenta o melhor desempenho entre os documentos oficiais na prevenção a fraudes. O estudo analisou 30 milhões de transações financeiras realizadas entre janeiro e agosto de 2025.
Segundo os dados, 86,9% das transações validadas com a CIN não apresentaram risco de fraude. Proporcionalmente, o documento se mostrou até dez vezes menos suscetível a golpes do que o RG, além de ser cinco vezes mais seguro que a CNH e quatro vezes mais seguro que o DNI.
Mais de 30 milhões já emitiram o novo documento
De acordo com o governo federal, mais de 30 milhões de brasileiros já emitiram a Carteira de Identidade Nacional. A CIN também exige atualizações periódicas conforme a faixa etária, o que reduz o uso de documentos desatualizados.
Entre os principais riscos identificados no estudo estão divergências na verificação facial (41,1%) e inconsistências cadastrais (36,3%), além de tentativas de fraude com uso de capturas de tela ou biometria incompatível.




